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Futebol pra regatiano esquecer: o que acontece ao Galo?

28 ABR 2018
28 de Abril de 2018
Com início de temporada empolgante, desempenho do CRB cai drasticamente no Brasileiro; reforços animam torcida e elenco garante espantar desconfiança.

A conquista do tricampeonato estadual - com direito a dois títulos sobre o maior rival - e a manutenção na Série B do Brasileiro, em 2017, levaram o torcedor regatiano a acreditar que, no ano seguinte, o CRB pudesse ter um início ainda mais empolgante. O Galo até fez um bom Campeonato Alagoano, mas a derrota na final para o CSA - que lhe tomou o tão desejado tetra em apenas 45 minutos, foi o bastante para este mesmo torcedor passar a questionar a postura da equipe dentro de campo. E a insatisfação que emana das arquibancadas persiste em razão do pífio desempenho na Série B até aqui, com direito à verdadeira enxurrada de críticas nas redes sociais, onde quase ninguém escapa da fúria regatiana.

Essa reação não é para menos. O Galo vive o pior início de Série B da sua história desde que a competição nacional passou a ser disputada no formato de pontos corridos - com vinte clubes -, a partir de 2006. Já são três derrotas em três jogos, com o vice-lanterna CRB, inclusive, já contabilizando cinco gols de déficit. 

Drama parecido ocorreu somente na temporada de 2008, quando o time acabou rebaixado para a terceira divisão. Naquele ano, até a vitória por 1x0 sobre o Bragantino, no Rei Pelé, pela 4ª rodada do Brasileiro, o CRB havia somado apenas um ponto, no empate em 1x1 com o São Caetano, no mesmo Trapichão, ainda pela 2ª rodada.

Já se consideradas as derrotas na final do Estadual e no jogo de ida da pré-Copa do Nordeste 2019 de, contra o Campinense-PB, o número de resultados negativos, em sequência, sobe para cinco. Aliás, caso não consiga vencer nesta terça-feira (1º), diante do mesmo Campinense, além de perder a vaga no Nordestão do ano que vem, o Galo vai completar um mês sem vitória - a última foi no primeiro jogo da final do Alagoano, contra o CSA e pelo placar mínimo.

Para esta temporada, com Mazola Júnior no comando técnico, o elenco do CRB passou por grande reformulação. Do grupo que terminou a Segundona em 2017, apenas cinco jogadores renovaram seus contratos: o goleiro Cris, o zagueiro Flávio Boaventura, o lateral Diego, o meia Edson Ratinho e o atacante Neto Baiano.

Além destes, chegaram ao CT Ninho do Galo vários jogadores de renome no cenário do futebol nacional. E os resultados de início foram de encher os olhos do torcedor, que viu, logo na estreia do Estadual, o Galo golear o CEO, no Estádio Rei Pelé. 

Ainda sob a liderança de Mazola, o CRB chegou a alcançar a marca de cinco vitórias consecutivas - somados Estadual e Copa do Nordeste. Porém, perdeu a invencibilidade quando menos esperava, em duelo pela 4ª rodada do Alagoano, quando derrotado pelo modesto Dimensão Saúde, em Capela, por 1x0. 

E apesar das controvérsias sobre sobre o futebol apresentado, o time regatiano conseguiu caminhar rumo a mais uma decisão de título, que acabou indo parar no Mutange, o que acabou de vez com a paciência do torcedor, a exemplo de Débora Ferreira, que classifica o elenco alvirrubro como limitado.

- Perder o título Estadual trouxe um grande sentimento de decepção, devido principalmente à confiança depositada no time no início do campeonato. Porém, o resultado foi fundamental para abrir os olhos da torcida. Colocamos os pés no chão e entendemos que o time tem, sim, muitas limitações, em razão da carência de jogadores para algumas posições.

Confiança na volta por cima

Após a derrota na estreia da Série B para o Oeste-SP, o técnico Mazola Júnior entregou o cargo e a direção agiu rápido ao anunciar Júnior Rocha como substituto. E o novo comandante alvirrubro ainda trabalha em busca da primeira vitória, tentando apagar da memória os três resultados negativos, se considerado também o do jogo contra o Campinense, quando não esteve à beira do gramado, mas treinou, escalou e orientou a equipe.

A direção regatiana não baixou a cabeça, elevando o tom da cobrança, mas garantindo total apoio ao grupo de jogadores. Em conversa com os atletas, o presidente Marcos Barbosa fez questão de externar a confiança da diretoria na recuperação o quanto antes. Já para Edson Ratinho, um dos destaque do CRB em 2018, a reação está próxima. 

- O professor Júnior chegou e praticamente não teve tempo para trabalhar conosco. Foi mais no bate-papo. Agora, ganhou uma semana para finalmente colocar o que ele pensa de futebol. Nós jogadores sabemos da responsabilidade de tirar o CRB dessa situação complicada. Peço apenas que o torcedor repita o que fez no ano passado, quando eles foram o 12º do CRB e, por isso, fundamentais para nós conseguirmos escapar do rebaixamento.

O CRB volta a campo na próxima terça-feira (1º) para encarar o Campinense-PB, no Estádio Rei Pelé. A partida vale vaga na Copa do Nordeste de 2019, com o Galo precisando vencer por pelo menos 1 gol de diferença para forçar a decisão por pênaltis. Pela Série B, o Galo só entra em campo na sexta (4), encarando o Atlético-GO no mesmo Trapichão.

Fonte: Gazeta Web

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